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O Banco do Brasil anunciou ontem que tem R$ 500 milhões do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para financiar imóveis para as classes média e média baixa no País. Segundo a instituição, está sendo feitos ajustes operacionais para liberação das linhas de financiamento nas agências.
O montante foi aprovado pelo Conselho Curador do FGTS. Esses financiamentos têm taxas de juros menores para quem tem renda mensal até R$ 4.900. Os percentuais variam de 5% a 8,16% ao ano mais TR (Taxa Referencial). Os trabalhadores com conta vinculada do FGTS têm ainda redução de 0,5% no percentual, se forem cotistas do fundo há pelo menos três anos.
Há ainda a linha Pró-Cotista para famílias com salários acima de R$ 4.900. Nesse caso, a taxa é de 8,66% ao ano mais TR. Nos dois exemplos, o imóvel pode custar até R$ 350 mil e o financiamento máximo é de R$ 245 mil. A Caixa Econômica Federal já oferece as modalidades com recursos do fundo há vários anos. Alguns bancos privados também estão autorizados a operar com dinheiro do FGTS.
Desde o ano passado, o BB oferece crédito imobiliário com recursos da caderneta de poupança. Para unidades até R$ 120 mil, os juros são de 8,9% ao ano mais TR. Para imóveis acima desse valor até R$ 350 mil, o percentual sobe para 10% ao ano mais TR. O prazo de pagamento é de 20 anos e o financiamento chega a 80% do bem. O contrato é assinado pelo SFH (Sistema Financeiro de Habitação).
Para o diretor operacional da Julio Bogoricin, Hélio Brito, a entrada do BB no segmento popular será mais uma opção para minimizar os efeitos da crise mundial e ajudar a reduzir o déficit habitacional no Brasil: "A competição ficará ainda mais acirrada. Todos vão sair ganhando", aposta Brito.
Fonte: O Dia
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